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21 julho 2009

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Neurológica
ROGERIO SANTOS
(Letra e Música)

quando a hipófise segreda seus segredos
para acalmar a fina fome dos meus lobos
debulho o córtex no giro cingulado
instalo um clip sincopado no hipotálamo
essa cachaça que afogou os meus neurônios
me deixa o crânio meio surdo das ideias
no cerebelo bem embaixo do cabelo
as vasculites teimam de queimar artérias
minha cabeça é terra de caraminhola
por entre vasos centopéias vão marchando
ósseo no ócio em ressonância magnética
depois engov neosaldina e vâmo embora

7 comentários:

As Mina disse...

Apesar o papo cabeça aí ser com Drummond, seus versos são Augusto dos Anjos na veia, belo!! Adorei..

Adriana disse...

Gostei rogério, como sempre as palavras são musicais...têm ritmo.

Lilia Maria disse...

Um crâneo surdo e cheio de caraminholas... Genial!!!

Virginia Maria disse...

Passei, li e gostei. Beijos, RÔ!

pituco disse...

signore,
só a música é capaz de acalmar os neurônios com o bombardeio de pensamentos...não é isso?

abraçsons saudosos
namaste

JR disse...

Pois eu continuo a insistir na minha campanha: Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama!

Helena disse...

Maravilha, Rogerio, gostei muito! Musicalidade e força.

Obrigada por comentar minha paixão insólita no poemadia

grande abraço,

helena