
Neurológica
ROGERIO SANTOS
quando a hipófise segreda seus segredos
para acalmar a fina fome dos meus lobos
debulho o córtex no giro cingulado
instalo um clip sincopado no hipotálamo
essa cachaça que afogou os meus neurônios
me deixa o crânio meio surdo das ideias
no cerebelo bem embaixo do cabelo
as vasculites teimam de queimar artérias
minha cabeça é terra de caraminhola
por entre vasos centopéias vão marchando
ósseo no ócio em ressonância magnética
e tome engov, neosaldina e vâmo embora
7 comentários:
Apesar o papo cabeça aí ser com Drummond, seus versos são Augusto dos Anjos na veia, belo!! Adorei..
Gostei rogério, como sempre as palavras são musicais...têm ritmo.
Um crâneo surdo e cheio de caraminholas... Genial!!!
Passei, li e gostei. Beijos, RÔ!
signore,
só a música é capaz de acalmar os neurônios com o bombardeio de pensamentos...não é isso?
abraçsons saudosos
namaste
Pois eu continuo a insistir na minha campanha: Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama!
Maravilha, Rogerio, gostei muito! Musicalidade e força.
Obrigada por comentar minha paixão insólita no poemadia
grande abraço,
helena
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