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25 abril 2010

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Estampido
ROGERIO SANTOS

os carros passam velozes nas marginais
os carros passam velozes
velozes marginais

veladas almas velozes nas marginais
atrozes almas ferozes
são armas capitais

amalgamadas vigas nas marginais
as vidas passam velozes
os carros passam ferozes

as armas passam incólumes nas marginais
as almas marginais
vagalumes de corte

ferozes luzes singrando nas marginais
os carros marginais
coriscos tão velozes

sem margem de manobra nas marginais
silêncio que aqui jaz
silêncio que aqui jaz

as vidas voam como os carros nas marginais
um grito estampido no freio de quem vem atrás

3 comentários:

Adriana Karnal disse...

Rogério,
q posso dizer? poesia marginal, original, genial.

rogerio santos disse...

Querida Adriana ! Obrigado pelo comentário... a inspiração veio no sábado à noite, quando peguei uma transversal para entrar na marginal do tietê. E olhei os carros passando muito rápido. Daí veio a primeira frase que guardei.
Vi o show do Edu Lobo e quando voltei para casa, desenvolvi o texto.

Beijos!

pituco disse...

signore,

poemaço...a palavra veloz pelos versos das marginais...bacanudo mesmo

abraçsons saudosos