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07 janeiro 2007

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( foto: Rogerio Santos )

Hipotenusa
Texto: Rogerio Santos


lanço um olhar retilíneo sobre o horizonte de casas um quadro de altivez financiada num prédio de periferia estou acima não se constata outra coisa canta um cego rabequeiro “o sertão já virou mar” e sou deus e sou nenhum contemplo as luzes paulistanas imagino confins pontilhados na loucura surreal densidade demográfica um ponto nas reticências nas entrelinhas da frase que não se acaba em Penha-Lapa parágrafo e letra maiúscula mas deixa perguntas no ar muito mais que nono andar nego cio na solidão no pensamento negocio em linha reta sobre vidas e vigas no céu da terra prometida

2 comentários:

Pituco disse...

Poeta,eu estava no 12 andar,quando a terra tremeu em Kobe,em 19 de jan.de '95.

Dos 20 segundos de duração,aos 5 o terremoto atingi o pico...o que se supõe que a vida vale esses pequenos momentos.

Parabéns pelo poema
namaste

Pituco disse...

errata: 17 de janeiro de 1995

obrigado
namaste