
Estação Orbital
ROGERIO SANTOS
uma saudade repentina
arrebata meus hemisférios
nessa curva do teu cheiro
furta fruta chocolate
constelado céu da boca
nesse ventre de poema
que não se lê pelas vitrines
beijo abraço verosímil
cruza o cosmo feito míssil
e atinge o alvo espelho
ao errar na madrugada
Ganimedes pira em órbita
Io em teu lábio inferior
e milimétricos tremores
no epicentro da epiderme

5 comentários:
Caro Rogério;
.
Esse poema veio mesmo na medida, rapaz. Brincando com a astronomia, trazendo-a para as relações humanas.
Gostei bastante!
Versos modernos, versos afiados, de uma inteligência risonha e que nos cai como luva.
Parabéns!
Abraço do
Carlos
Tudo
nada diz
aqui
palavras
mudas.
Sua fã incondicional...
Beijo.
Claudinha
Boa Portuga! Pena que o som não ajudou ontem, não é mesmo? Beijos.
oi, rogério - obrigada pela tua visita ao blog, pelas tuas palavras... não sumas! virei ver-te!
teu blog está lindo.
beijo
Lindo lindo!
Como sempre, aliás.
Abraços
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