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10 dezembro 2007

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Arrependimento
ROGERIO SANTOS

Chorei uma Guarapiranga por você
Já fui até Marsilac prá te ver
Pensei em fazer rapel na Sumaré
Quem sabe me vias no SPTV

Eu sei que tem muita gente por aí
São quase uns vinte milhões (ou por aí)
Mas eu sou sentimental, fazer o quê ?
Não fecho meu quebra-cabeças sem você

Não sei bem ao certo porque me abandonou
Meu peito tem hoje mais túneis que o metrô
São Paulo é uma esquina e a gente vai se ver
Não fecho meu quebra-cabeças sem você

Bixiga foi onde tudo começou
Você garçonete lá no bar do PT
Eu ia tomar saideira na calçada
Até te cantar prum café no meu chatô

Do beijo pro amor foi uma questão de tempo
Do amor pro ciúme não sei porque razão
Eu nunca fui homem de bater em mulher
Só nuns militantes do PSDB

Cheguei até Pedra Branca e fui a pé
Olhar lá do alto se via algum porque
Lembrei da minha Cantareira de paixão
Na boca de urna do FHC

O ciclo fechou como uma obturação
Até os "companheiro" são tudo "pelegão"
Eu vou te encontrar numa dessas batucadas
Contar que hoje em dia até eu tô no "centrão"

Comprei um par de sapatos, e dos bons
Comprei duas taças e um moet chandon
É tudo prá ti, meu amor, meu coração
Saudade em doze parcelas no cartão
Dou casa, comida, calor e um mensalão...

2 comentários:

Pituco disse...

signore,
piramidal...como sempre!

'saudade em doze prestações'...rs!

amplexosonoros
namaste

Prof Toni disse...

Muito bom!