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24 dezembro 2007

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Lima-da-Pérsia
ROGERIO SANTOS

não te aflijas
pelo que não falo
que te entrego
tudo aquilo que calo
uma fonte
vertendo teu nome
uma lua
no teu horizonte
essa pele
em busca do afago
no desejo
bem dissimulado
flutuar pelos meridianos
no sorriso
que tenho guardado
nos teus acres
tão bem demarcados
território traído no mapa
no teu viço
por cada centímetro
seja eterno
esse som do teu trino
e o aroma
de lima-da-pérsia
no perfume
na tez do tecido
na visão
paraíso do olfato
paladar
dirigível no tato
ouça moça
no veio do laço
não te aflijas
pelo que não falo

5 comentários:

Cláudia Gonçalves disse...

Rô, Lima-da-Pérsia ficou exageradamente linda...
Poeta, vc é capaz de pôr um anzol até na linha do horizonte para pescar a melhor imagem poética...
Gosto de te ler vagarosamente, teus versos possuem grande sonoridade!
É preciso tempo para transformar as proteínas da metáfora, e com isso chegar aos nutrientes:
Os aminoácidos que estão pendurados nas entrelinhas.

Parabéns!
Sua eterna fã.

Stella disse...

Lindo poema. Cheguei pelo site do Ademir e gostei muito do seu. Parabéns.
Ah, as imagens também são belíssimas
beijos

Carol Barcellos disse...

Nem me lembro como cheguei aqui, o importante é que cheguei, e me arrependo de não ter chegado antes...
Ameeeeeeeei a lima-da-pérsia, lindo poema, cheio de significado, e doce, literalmente, hahaha...

Voltarei sempre!
Beijos doces cristalizados!!!

Pituco disse...

o poeta pode tudo...
até transmutar os cinco sentidos...rs!

quando o olfato tem cor
e a cor, sabor...hum...muito gostosa...essa lima da pérsia!

abraçsonoros
namaste

Eva Rocha disse...

É mesmo lindo. Tão lindo que deu até pra sentir o aroma...
Obrigada pela gentileza e parabéns...