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16 outubro 2008

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Poente
ROGERIO SANTOS
(para Willian das Neves)

partiu
como quem disse adeus
com aceno no olhar
e foi
como peixe de prata
lastro de iemanjá
deixou
claro rastro de luz
e um copo no bar
poente
como lua de prata
em poema de mar

quem faz
navegar a saudade
que aportou nesse cais?
quem vai
marejar amiúde
quando for caminhar?
um samba
no silêncio da tarde
veio me recordar
um nó
guarda o barco amarrado
nesse braço de mar

6 comentários:

Flavia Melissa disse...

Ah, Rogério...
Que brisa com cheiro de maresia que saiu desse seu post.
Me deu saudades de casa :)

Anônimo disse...

Rogério você escreve com os dedos da alama...Lindissimas, as suas poesias!
Sou sua fã, faz muuuuito tempo.

Anônimo disse...

Eu quiz dizer com os " dedos da alma"...

Pituco disse...

putz,poeta...piramidal

muitos já devem estar se aventurando em notas e acordes...vou embarcar nessa também...hehehe

amplexosonoros e destilados
namaste

Cláudia Gonçalves disse...

"quem faz
navegar a saudade
que aportou nesse cais?"

Rô, vc foi muito feliz em sua homenagem ao Willian, o poema se despediu por vc.
Ouvi a música, ficou belíssima...
também não era pra menos...essa dobradinha Pituco e Rogerio é PIRAMIDAL.

Beijoclau.

Pituco disse...

signore,
fuçei links lá no site mp3 e encontrei poente...agora tá funcionando,vai entender?...hehehe

abraçsonoros
namaste