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18 março 2009

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Saliva
ROGERIO SANTOS

saliva
minha língua
na tua
atadura
to be or not
sermão
na montanha
fogo ruindo
palavras
na pele papel

sal live
pimenta
olfato
oferenda mais rara
or fã nato
une verso e sal
poema cifrado
criptografado
na língua do amor
universal

sativa
trago uma
e quero bis
meu vício
quasetílico
pró par oxítono
quasímodo
degusta sentidos
me suga mamilos
e papilas gustativas

3 comentários:

Adriana disse...

ah, essa sal-iva! que bela poesia multicultural.

Paulo D'Auria disse...

Legal, cheio de experimentações linguísticas. Ou devo dizer espimentações?!!!

Abração!

Fernanda S. disse...

que delícia!