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27 julho 2007

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Santa Clara
ROGERIO SANTOS

abençoai, Santa Clara
os olhos de quem repara
nos tantos sóis que carregas
no prisma das gotas d´água

quando repousa nos seixos
quasar de rara escala
um mantra de percussão
ametista e diamante

por cada conta do terço
a luz resplandece na aura
no gelo da ducha vertente
mergulho meu sétimo chakra

no compasso desse encontro
corredeira inusitada
deposita sedimentos
na trilha da Pedra Selada

por isso sou teu devoto
e deixo promessa paga
um poema verdadeiro
pelo caminho das águas

Um comentário:

CH disse...

Coisa bela é cachoeira...
Poema corrente, fluido, translúcido.
Alvíssaras à sua inspiração, amigo.
Abraços do
Carlos