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04 novembro 2009

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Mandala
ROGERIO SANTOS

hálito um halo de sol
no seu sorriso
a fala abraça o braço de mar
circulo abraço farto

falo pelos cotovelos
pelos poros
pelos pêlos de boca cerrada

enquanto intento
roubar do silêncio a pura pala

dou a letra de todo alfabeto
destino recoberto de frases e fases
crianças poltronas cadeiras
cheiram incenso de felicidade

calo a boca
alinhavo meus dentes
nos lábios cerrados

de toda sacada
provém um provérbio
de beleza rara

preciso saber do silêncio
da cor e movimento
que move a mandala


3 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

"dou a letra de todo alfabeto"

Que bonito, Rogério!
Também aprecio mandalas.

Um abraço,
doce de lira

vmfinzetto disse...

"preciso saber do silêncio
da cor e movimento
que move a mandala" Perfect! beijos, querido!

Mai disse...

Isso ficou muito.
E o amor é puro movimento.
Mandalas são símbolo do que é gregário e tudo se junta e rejunta como côncavos in convexos. Formas poéticas e encaixes.
Teu poema, mesmo sem a imagem seria esteticamente uma mandala.

Abraços e boa semana.