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04 dezembro 2006

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Ano Novo
ROGERIO SANTOS

Quero a sensação que vem do cheiro de mato
Vento de dezembro traz um cheiro de mar
Lua, travesseiro das estrelas, de quem sonhar

Esquecer do tempo na distância da estrada
Quero me perder num ponto do litoral
Carregar o corpo e a alma no sabor desse sal

Ser o todo e mais além
Ser um porto para o bem
Saber navegar no som
Na cor das ondas buscar

Um tijolo dessa casa
Uma fruta desse quintal
O prazer de ter nos olhos
Todo brilho que puder encontrar

Todo fim de ano faz brotar a viração
Soltos, astrolábios, astronaves pelas mãos
Entre sete ondas; festejar, meditação
Içar velas pelo corpo - catavento coração

Veja esse sol, quanta luz
Abre essa estrada toda azul
Dei um passo e fui
Como uma nuvem conduz
Megawatts na elevação

Busque-me pelo ar
Só sai prá voar

Um comentário:

Pituco disse...

Ano novo comungando-se com toda a natureza...fico feliz!parabéns, poeta...namaste