Lichia
ROGERIO SANTOS
quando aflorou a poesia
esse embate que alicia
não era noite nem dia
na pele sabor de quase
um extase irresoluto
tão grave quanto crase
que causa crise na frase
agudo jogo de ludo
quando vira seis no dado
e há peça na casa ocupada
enquanto um gargalhada
o outro retorna pro nada
em geral vai longe o fim
por esmero do destino
com solavanco e guinada
tem tanto não tanto sim
jura que molha a língua
numa taça de pró seco
morte de ouro e elegia
nem tanto noite nem dia
fica um quase que vicia
balancete
Há 2 semanas
5 comentários:
Deliciosa e instigante postagem! Amei a imagem, e estou apreciando o poema. Abraços alados e um ano pleno de inspiração!
me deu água no boca!
carinho enorme... =)
Pra se juntar à minha saudade, o jogo de ludo jogado em noites de chuva nas férias do tempo de infância, veio com o gosto da lichia, a fruta que engana, pois na rudeza casca se esconde a poupa doce e macia.
Lindo poema.
Bjs
Lilia
Adoro Lichiaaaa!! mergulhada em um saquezinho então.. hummm
beijooo, belooo!!
Lembrei das lichias do caminho...rs
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