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27 janeiro 2010

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Lichia
ROGERIO SANTOS

quando aflorou a poesia
esse embate que alicia
não era noite nem dia
na pele sabor de quase

um extase irresoluto
tão grave quanto crase
que causa crise na frase

agudo jogo de ludo
quando vira seis no dado
e há peça na casa ocupada

enquanto um gargalhada
o outro retorna pro nada

em geral vai longe o fim
por esmero do destino
com solavanco e guinada

tem tanto não tanto sim
jura que molha a língua
numa taça de pró seco

morte de ouro e elegia
nem tanto noite nem dia
fica um quase que vicia

5 comentários:

Analuka disse...

Deliciosa e instigante postagem! Amei a imagem, e estou apreciando o poema. Abraços alados e um ano pleno de inspiração!

Flavia Melissa disse...

me deu água no boca!

carinho enorme... =)

Lilia Maria disse...

Pra se juntar à minha saudade, o jogo de ludo jogado em noites de chuva nas férias do tempo de infância, veio com o gosto da lichia, a fruta que engana, pois na rudeza casca se esconde a poupa doce e macia.
Lindo poema.
Bjs
Lilia

As Mina disse...

Adoro Lichiaaaa!! mergulhada em um saquezinho então.. hummm
beijooo, belooo!!

Rose Toffolli disse...

Lembrei das lichias do caminho...rs