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29 janeiro 2010

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Minha Prosa
ROGERIO  SANTOS

quando me apontam poeta
já não me queixo da alcunha
sei que isso pesa um bocado
e que já me foi mais pesado

poeta é Vinícius, Drummond
Leminsky, Patativa, Torquato
e muitos outros lindos nomes

sou pássaro temporão
em um ninho de amigos
com asas e cara-de-pau
num céu de ondas sonoras

o dicionário é minha roça
o acorde é minha lavra
a palavra é minha enxada
a poesia é minha prosa

2 comentários:

Analuka disse...

Belo poema, meu caro! Bom passear por aqui e recolher umas pitadas mais de poesia e cor, como pássaro ou beija-flor que viaja e passeia pelos jardins e quintais! Abraço alado azul!!!

rodrigo mebs disse...

te lembras que falamos sobre isso no congresso em bento? sinto o mesmo.