
Para espantar a solidão
ROGERIO SANTOS
a chuva sincopada
é samba que cai do céu
o vento na janela
solo da flauta de Deus
no fundo de todo peito
sempre toca um tambor
para marcar o que é amor
os dedos no piano
são carícias assim
quando dedilham viola
dão massagem no sim
o baixo e o pandeiro
cativam pelo paladar
pra conduzir quem sabe amar
a voz quando dispara
faz tremer a razão
o verso reverbera
direto no coração
e o mundo segue mais leve
voando pela canção
para espantar a solidão
6 comentários:
Querido poeta, ando ausente em alguns lugares... não tem havido tempo p/ tudo o que gosto. Perdoe-me.
Muito lindo o poema... Já tem canção? Sim, porque já o imaginei musicado...
Caro JR,
Obrigado pela companhia de sempre e pelos comentários sempre generosos!
Eu até posso assoviar uma melodia que baixou junto com esse texto, mas não acho devidamente rica para dizer que tenho uma canção em mãos. Vou aguardar algum parceiro, em seu tempo, descobrir as melhores ondas sonoras que farão essas palavras surfarem...rs
Grande Abraço,
Rogerio
Amei os versos soltos...
Quebram o ritmo.
Dão uma leveza...
Lindo poema!
Beijo,
doce de lira
Sinto muita sonoridade na poesia sua!
Seus versos cantam, dançam...querem
ser ouvidos!
Meu abraço!
Meu querido, saudade docê...
Que delícia de poesia e, reparei também que os comentários aqui são tão melodiosos e sonoros quanto tua poesia... deve ser os bons ventos que nos trazem até aqui!
Beijo!!
Bélla !!! Tô morrendo de saudades de vc e do Kyll... Vamos armar algo aí, meu !!!
Beijocas e obrigado pelo comentário.
Sabe que o Folha de Cima é um livro aberto feito com muito carinho para a leitura dos amigos... que os bons ventos soprem pessoas lindas pra cá, não é ?
Tudo de melhor, bélla !
Beijos
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