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06 dezembro 2009

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Continente
ROGERIO SANTOS

vai nave
vai musa
mar
sal
eclusa

velas
içadas
e lume
pela vida
afora

vai livre
e flutua
e abusa
da margem
de erro

que a saudade
é a ponta
do iceberg
de tudo
que é desvelo

continente

um único apelo
no lenço branco

jamais se entregue
a qualquer corrente

5 comentários:

pituco disse...

pôxa, poeta, poemaço...

'jamais se entregue a qualquer corrente'...piramidal e parabéns

abrçsons pacíficos

Mai disse...

E continente, ao incontinente se vai.
Belíssimo!

marjoriebier disse...

Oriente...

Obrigada pela tua visita no meu blog.
Sempre gosto muito!

Um beijo

Rafaela Figueiredo disse...

bom viajar/navegar nesse poema...! :)

boa a ideia da Marj: oriente.

beso

Mariô disse...

Rogério,
Passeando por aqui... não consegui mais parar de ler os seus poemas!!
Cada um mais lindo que o outro! Quanta sensibilidade, e quanta inspiração!
Bjs!