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20 janeiro 2008

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Nós
ROGERIO SANTOS

no jogo silêncio
e nós por dentro
na pele a rubrica
a face rubra
na mão o cabelo
afagolpente
na noite infinita
adornosfurta
o lábio o degrau
a língua absorta
no corpo abissal
edemardente
um beijo um punhal
nacordafruta
perfume quintal
roséa difusa
é descomunal
dualciática
no jogo o silêncio
e nós por dentro
sem sombra nem som
nem som de vento
torrente torpor
em moviemento

Um comentário:

Cláudia Gonçalves disse...

Caramba...
Rô, que misturada certeira...
Poema fluido... sonoro, cheio de cores,
movimento e imagens incandescentes...
Lindo!!!

Parabéns!
Poetabeijo.